História e contexto
O Instituto Cultural Bantu atua em torno da Capoeira Angola, educação, cultura e desenvolvimento comunitário. A marca precisava circular entre documentos, eventos, sinalização, vestuário e comunicação pública, ao mesmo tempo em que preservava vínculo com uma prática cultural viva. Nesse contexto, “bantu” não pode ser tratado como um estilo visual único: o termo abrange um amplo conjunto de povos, línguas e histórias africanas.
A pergunta estratégica
Como criar uma identidade culturalmente reconhecível sem transformar referências africanas e da Capoeira Angola em ornamento genérico?
Resposta técnica: A construção partiu do próprio universo da instituição: o berimbau e a letra “b” foram articulados em um símbolo que pode funcionar institucionalmente sem virar ilustração literal de capoeira. A solução foi expandida em paleta, grafismos e aplicações, sempre com a lógica de que a referência precisa ter relação documentada com a organização.
Método Raízes aplicado
O Método Raízes aparece aqui como pesquisa de origem e pertinência: antes de desenhar, identificar quais referências pertencem à trajetória do cliente, qual sentido carregam e quais usos seriam superficiais ou inadequados.
Fluxo de projeto
- 01Contexto da organização
- 02Pesquisa cultural
- 03Síntese conceitual
- 04Construção do símbolo
- 05Sistema de aplicações
- 06Governança de uso
Soluções construídas
- Conceito do símbolo a partir do berimbau + letra “b”.
- Sistema de identidade com paleta, tipografia e grafismos.
- Aplicações para papelaria, sinalização, eventos, equipe e materiais institucionais.
- Documentação de touchpoints e critérios de uso.
Leitura profissional
Competência cultural em branding não significa “ter bom gosto para referências negras”. Significa documentar contexto, evitar generalizações e construir signos que tenham relação verificável com a história e o uso real da organização.
O projeto em detalhes
Identidade, aplicações e materiais que compõem o sistema visual do projeto.












Referências de contexto
- Kabengele Munanga — Origem e histórico do quilombo na África; e estudos sobre diversidade africana e afro-brasileira.
- Nei Lopes — Obras de referência sobre culturas e vocabulários de matrizes africanas no Brasil, úteis para evitar homogeneizações do universo bantu.
- Nilma Lino Gomes — O movimento negro educador — saberes, identidade e produção de conhecimento negro como dimensões sociais e educativas.
Créditos
Concepção e estruturação do projeto — Aziza / Alessandra de Mattos e Kwaku Ananse / Andresso Agostine.
Direção artística, design gráfico e criação de conteúdo visual — Kwaku Ananse / Andresso Agostine.
Gestão e documentação — Akili Design.
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