Presença digital para artista · Conteúdo · UX/UI

Kwaku Ananse Kintê

Uma arquitetura digital para contextualizar pesquisa, séries e trajetória sem fazer o site competir com a obra.

Imagem principal do projeto Kwaku Ananse Kintê, preservada na proporção original.
Logotipo do artista, criado por Kwaku Ananse Kintê. É o material de identidade visual usado neste case; a Akili não reivindica autoria sobre a marca.

História e contexto

A produção de Kwaku Ananse Kintê atravessa pintura, pesquisa, séries, textos, exposições e documentação. O site precisava atender públicos diferentes — curadores, pesquisadores, colecionadores, imprensa e público — e organizar um acervo em expansão sem transformar a interface em protagonista.

A pergunta estratégica

Como construir presença digital para um artista quando o principal conteúdo deve continuar sendo a própria obra?

Resposta técnica: A interface recua e a arquitetura trabalha. Biografia, pesquisa, séries, obras, exposições, textos e referências são organizados para dar contexto e permitir aprofundamento. Imagens precisam preservar proporção, legenda, crédito e relação com a série; o currículo artístico precisa de governança para não acumular erros.

Método Raízes aplicado

No Método Raízes, a pesquisa do artista é a fonte da arquitetura. O site não inventa uma narrativa externa: identifica conceitos, séries, temporalidades e relações já existentes e cria caminhos para que o visitante as encontre.

Identidade visual de apoio

O case parte da própria assinatura do artista. A leitura visual abaixo é derivada do logotipo existente e serve apenas para organizar a apresentação digital — não cria uma nova identidade para Kwaku.

Azul-noturno
#05103A · Cor dominante extraída da marca.
Branco
#FFFFFF · Versão negativa e contraste.
Transparência
Respiro para a obra e para o acervo.

A tipografia exata do logotipo não é inferida sem arquivo-fonte. No case, a Akili preserva a lógica do wordmark — caixa alta, presença horizontal e contraste — sem atribuir uma fonte específica sem comprovação.

Fluxo de projeto

  1. 01Pesquisa artística
  2. 02Inventário do acervo
  3. 03Taxonomia de séries
  4. 04Arquitetura editorial
  5. 05Website
  6. 06Atualização contínua

Soluções construídas

  • Arquitetura de conteúdo por pesquisa, séries e obras.
  • Biografia, exposições, textos e referências.
  • Desenvolvimento e gestão do website.
  • Governança de imagens, legendas, créditos e currículo.

Leitura profissional

Em portfólios artísticos, excesso de design pode produzir ruído. O trabalho de UX é criar contexto, legibilidade e navegação sem interpretar a obra no lugar do artista.

Referências de contexto

Nota editorial.
As referências abaixo apoiam a contextualização cultural do case. Elas não são apresentadas como fontes do briefing quando não constam da documentação original do cliente.
  • Beatriz Nascimento — Memória, corpo e continuidade negra são referências relevantes para pensar acervos e narrativas negras sem reduzir produção a ilustração identitária.
  • Leda Maria Martins — Tempo espiralar e poéticas do corpo negro oferecem repertório crítico para pensar relações entre memória, presente e ancestralidade em produção artística.

O website como contexto do case

A versão pública atual organiza Home, Exposições, Bio e Contato. A Bio reúne também a pesquisa do artista, enquanto a Home articula apresentação, galeria visual e trajetória. No case da Akili, o site funciona como evidência de arquitetura e presença digital — não como fonte de autoria sobre a obra ou sobre a marca do artista.

A expansão para páginas independentes de séries, obras, pesquisa e textos permanece apresentada como evolução de arquitetura, não como funcionalidade já publicada.

Créditos

Logotipo: Kwaku Ananse Kintê. Estrutura, conteúdo, arquitetura, desenvolvimento e gestão do site: Alessandra/Aziza. Estruturação, design e conteúdo: colaboração entre ambos conforme disciplina.

Próximo passo

Seu projeto também precisa conectar contexto, estratégia, design e presença digital?